Indústria Cultural
Na passagem do século XIX para o século XX, o mundo ocidental
conheceu uma nova forma de produção cultural. A produção em larga escala, difundido
por Henry Ford começou a crescer. O advento de novas tecnologias possibilitaram
o surgimento de novas formas de expressões artísticas e novas relações entre
público e arte, como por exemplo o cinema, em que o filme pode ser visto em
diversos lugares do mundo, alcançando muitas pessoas.
Alguns filósofos criticaram a nova realidade. Os filósofos
alemães Max Horkmeiher e Theodor Adorno, observando o novo movimento, criaram
um termo para designar o momento como “indústria cultural”, que é o termo
utilizado para explicar esse modo de fazer cultura a partir de uma lógica de
produção industrial. Dessa maneira, eles observaram que a produção de arte passou
a ter a finalidade de adquirir lucro.
Nesse contexto, padrões foram criados, tais como: o vilão e
o mocinho, histórias de amor e os finais felizes. Esse processo de padronização
também ocorre no universo da música, todas as composições começam a ter significados
parecidos e não houve mais espaço para a liberdade de criação. O importante seria
vender muitos álbuns, não importando
muito a qualidade musical.
Assim, há a criação de ciclos viciosos. A indústria define qual a produção artística da época e também quais serão as "artes de consumo" para aquele devido momento.O filósofo Walter Bejamin viu algo bom em toda essa produção em massa, para ele, há uma democratização da arte. Além disso, o avanço da tecnologia faz com que um maior número de pessoas tenham acesso a tecnologia.
O barateamento da tecnologia possibilitou que novos artistas gravassem em locais mais simples e fizessem sucesso, muitas ferramentas do avanço tecnológico influenciaram novas medidas de gravação, como o computador, que conseguiu conquistar uma nova abertura para o mundo, democratizando o acesso à cultura.
Segue vídeo de apoio ao tema relacionado:
Referência: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/filosofia/industria-cultural.htm
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